Sagrado Feminino

Uma surpresa vasculhando o google

28 de outubro de 2009

Ou melhor:

Una sorpresa…

Acabo de achar 2 posts recentes num blog italiano me citando…kkkkk, um deles inclusive ganha o meu nome enquanto título…é muito legal isso…e detalhe mór…ela me chama de menina, diz que não dá saber minha idade…kkkkkkkkk…ótimo isso, as vesperas de 31 anos…

repasso à quem estiver interessado em dar uma olhada! de todo jeito colei um dos posts dela…clicando sobre o meu nome sublinhado segue para a pagina original… bjks

http://mycomicalbellydance.splinder.com/

http://mycomicalbellydance.splinder.com/post/21404863/Shakty+Shala

martedì, 29 settembre 2009, ore 14:50

Quanto adoro youtube!!!!

Con le mie peregrinazioni assurde in rete alla ricerca di brave danzatrici, ho trovato una persona che metto a fianco di Gyza e di Yame come modello da seguire, e che mi fa dire “voglio diventare come lei!!!!”.

E’ una ragazza (? non sono in grado di darle un’età, ma sembra piccola) brasiliana, pratica da una marea di anni la danza del ventre, il suo nome d’arte è Shakty Shala (qui c’è il link al suo sito, purtroppo in portoghese, e delle bellissime foto ), e danza da restare così:

http://www.youtube.com/watch?v=7rCBe-JEtCY

http://www.youtube.com/watch?v=TIBp76ACLkc

http://www.youtube.com/watch?v=H-C3Xo7LKNc

(chiedo scusa, ma l’incorporameno è stato disattivato dall’utente…)

Che c’è da dire a riguardo?

Intanto, la tecnica. Perfetta. Gestualità precisissima, controllo muscolare quasi pauroso, una fluidità che la rende quasi liquida nei movimenti, espressioni intense e concentrate, mai scocciate, semmai serie. Tutto il suo corpo urla padronanza di sè.

Dopo Yame, è la seconda brasiliana che incontro che danza da paura… forse mi dovrei trasferire…

<!– –>

Kurandera

Isadora Duncan

26 de outubro de 2009

Sinto me tão confiante de que a alma pode ser despertada, possuindo completamente o corpo, que quando trouxe crianças para minha escola almejei acima de tudo fazê-las trazer para si mesmas a consciência deste poder dentro delas, da relação que mantêm com o ritmo universal, evocando o êxtase, a beleza desta realização. O meio para este despertar será em parte a revelação da beleza da natureza e em parte daquele tipo de música que o terceiro grupo de compositores nos dá, que surge da alma e fala para a alma.

Há adultos que esqueceram a linguagem da alma, mas as crianças a entendem. É apenas necessário dizer-lhes: “ouçam a música com suas almas. Agora, enquanto ouvem, vocês sentem um profundo despertar interior, vindo de dentro de vocês? - Que é pela sua força que suas cabeças se erguem, seus braços se levantam e que vocês caminham lentamente na direção da luz?”

Este despertar é o primeiro passo na dança, como eu a entendo.

Quando eu comecei a dançar com os movimentos e gestos que minha alma arrebatada sabia como comunicar ao meu corpo, os outros começaram a me imitar, não entendendo que lhes era necessário voltar a um começo, para achar primeiro algo dentro deles mesmos.

Em muitos teatros e escolas via-se este tipo de dançarino, que compreendiam apenas com o cérebro, que sobrecarregavam de gestos suas danças; seus movimentos pareciam vazios, insípidos e destituídos de significado. O que eles traduziam através da mente parecia totalmente de inspiração e de vida. O mesmo acontece com os sistemas de dança que são apenas ginásticas combinadas, compreendidas apenas logicamente (Daltroze, etc). Parece-me um crime impingir as crianças, que não podem se defender, este treinamento prejudicial; pois é um crime ensinar a criança conduzindo seu corpo em desenvolvimento através do poder rígido do cérebro e ao mesmo tempo enfraquecendo seu impulso e inspiração.

A única força que pode satisfatoriamente conduzir o corpo é a inspiração da alma.

Um Movimento pela Vida!!!

5 de agosto de 2009

Venha fazer parte desse movimento! E tragam os amigos!

Você sabe escolher uma boa aula de Dança do Ventre???

3 de agosto de 2009

Comece buscando por uma aula onde você seja valorizada, e a Dança do Ventre não seja só mostrar a barriga, e saculejar os seios.

Uma aula onde o dançar busque técnicas específicas e um olhar carinhoso sobre o corpo.

Onde cada momento, cada encontro, exija o cuidado e o refinamento para tocar o coração e a mente de quem a pratica, para um despertar do feminino e o trabalho em grupo, resgatando os valores humanos.

Aulas que tragam conteúdo histórico, noções de anatomia e a possibilidade de expansão da criatividade e do auto conhecimento.

Busque para si o melhor, não confunda qualquer coisa com arte.

Exponha o seu corpo e mente a um momento de grande encontro consigo.

Faça Dança do Ventre!

Meu trabalho com o Sagrado Feminino

Ao longo da vida, nossas mágoas se acumulam não apenas na alma mas também no corpo, criando couraças, tumores.

Por séculos, o Feminino carregou em seus quadris o peso de repressões e culpas, mutilando, encolhendo e esquecendo sua verdade.
Mas o reencontro com seu sagrado e sua força mais essencial é um chamado que se aproxima crescentemente da mulher moderna, e se constitui numa chave definitivamente transformadora. Um dos meios mais eficientes e agradáveis dessa transição é a dança.

Tenho 25 anos de dedicação à dança e sou  professora de dança oriental há 14 anos, criei e dirigi do grupo de dança Alcatéia da Lua,  e depois de muitos anos de trabalho e pesquisas criei o Dança do Sagrado Feminino.

Desde 1994 comecei a estudar e aplicar o Sagrado Feminino na arte da dança. Meu trabalho é direcionado para a fusão de danças diversas com a dança oriental, explorando o universo desta arte através dos arquétipos femininos e das religiões, para promover o encontro da totalidade do corpo em suas mais amplas expressões.
A dança nos desnuda e abre ao mundo, nos conforta e ampara, pois é livre de dogmas e de mentiras.

Dançando o Sagrado Feminino
Durante a vida, passamos por tristes situações que não julgamos tão importantes assim, nem percebemos seu efeito sobre nós. Mas, com o tempo, elas se acumulam no corpo, na alma, e ficam estagnadas, criando couraças, tumores.
Ao longo de muitos anos, o feminino acumulou muitos males e carregou em seus quadris o peso de repressões e culpas, se escondendo, mutilando, encolhendo, submetendo e esquecendo sua verdade.
É o momento de indagar: o que escondo, engulo e quem sou. Você lembra quem é?!
Será que toda força e poder do feminino foram queimados na fogueira? Comprimidos entre espartilhos? Encoberto por burkas ou mutilado? Ocultado atrás de implantes de silicones e plásticas? A força e o poder, necessários para nos livrar deste tributo, habitam em nós, mas precisamos de uma outra força impulsionadora que pode surgir de muitas maneiras em nossa vida: como um insight, um sonho, o convite de uma amiga, uma revolta contra o sistema, uma perda trágica, entre tantas outras possibilidades.
Mas, em algum momento de nosso confuso e caótico cotidiano, esse fator desencadeante se apresenta, e pode causar grandes transformações, mudar nossa perspectiva e abrir inúmeros caminhos.
Só então nos deparamos com quem somos, ou com o grande vazio de não mais reconhecer a si mesma; ou ao sagrado dentro de nós e a necessidade de vivê-lo; o quanto esse corpo nos é tão útil, mesmo não sendo tudo o que os outros esperam dele. Mas, ainda assim, é meu corpo, e é esse corpo que carrega os filhos no ventre, os alimenta, dá prazer ao meu amante, se renova todo mês e me conecta com o poder da Lua, esse corpo me proporciona ser quem sou, ele me liga ao mundo e me comunica com o todo.

Quando nos permitimos reconquistar esse feminino, que sente, se manifesta, sofre, ama, cuida, provém, sonha, se interioriza, e cria, também libertamos os homens, e permitimos a eles o direito de reconquistar o seu feminino sagrado, no qual é possível sentir, chorar, amar e sonhar, sem ser julgado - tornando muito mais harmônica e construtiva a vida de casal. Também voltamos o olhar para a Terra e vemos a necessidade de cuidar do mundo, tendo mais amor e cuidado com os animais e a natureza.

Algo além do entretenimento - Uma das formas mais prazerosas e tranqüilas de descobrir e fazer essa transição é através da dança. A dança nos desnuda e abre ao mundo, nos conforta e ampara, pois é livre de dogmas e de mentiras.

Desenvolvo um trabalho com grupos de mulheres que busca na dança algo além do entretenimento: busca o sentido pessoal da dança, a expressão dos sentimentos, os arquétipos do universo que nela podem se manifestar para serem trabalhados.

As danças ritualísticas e ancestrais - e suas melodias - trazem intrinsecamente um grande poder de nos mover no tempo e mexer com emoções aprisionadas. Associadas a nossos chakras e seus elementos, podem romper barreiras corporais e psíquicas, fazendo a energia fluir de novo dentro de nós, sem obstáculos, em uma conexão entre o sentir e o ser que atinge o equilíbrio.
Trabalhando em grupo, as trocas são constantes, as mulheres que compartilham do mesmo processo se conhecem, se compreendem e se respeitam, mudando sua forma de olhar as outras e rompendo julgamentos e desrespeitos com outras mulheres - ato machista que ainda cometemos atualmente.

Através de leituras, debates e explanações sobre textos ligados ao Feminino, e seu sagrado mitológico, descobrimos mais sobre nós e tudo que permeia nosso universo e inconsciente coletivo.

Ao entrar em contato com as Deusas interiorizadas, descobrimos que todas somos faces da Deusa em suas infinitas manifestações.
Este trabalho mescla fusões de diversas danças canalizadas para harmonização e cura do Ser, a retirada de couraças e amarras do corpo e da alma. Para resgatar o trabalho manual, os próprios figurinos são tecidos e criados por nós.

Ao trabalhar com um grupo de mulheres há um ano em São Paulo, e outro desde 2004 no Rio, percebo que, uma vez aberta a caixa de Pandora, o caminho segue continuamente.

Acompanhei muitas mudanças e descobertas, processos de desconstrução e reconstrução, dolorosos ou não, eles simplesmente acontecem quando as alunas optam por esta busca individual para encontrar seu eu perdido.
Seguem pequenos depoimentos de algumas alunas:


:: “O trabalho ajuda muito a me conhecer mais, tanto fisicamente , quanto mentalmente… minha visão de mim mesma e minha auto-estima melhoram muito, assim como tenho pensado mais sobre meu comportamento corporal. Sobre o relacionamento com as outras meninas e com a professora: acho nosso trabalho muito produtivo e positivo, o relacionamento do grupo está cada vez mais forte e isso deixa nosso trabalho muito mais poderoso. Estamos todas em sintonia, sem briguinhas internas, o que torna tudo ainda mais fluente.” A.A. 21 anos


:: “Desde que comecei a estudar e pôr em prática os conceitos do sagrado feminino passei a conhecer mais sobre mim mesma, a confiar mais nas minhas atitudes e desenvolvi muito mais minha paciência e serenidade. Muito mais do que uma aula de dança, este é um curso que dá ferramentas para explorar e usufruir de sentimentos e habilidades que você nunca pensou existir. É todo um trabalho do nosso interno em paralelo com a energia dos elementos da natureza; a dança é só a arte final, o resultado que você expõe sobre o que festeja dentro de você.” A.F. 25 anos

Este trabalho busca o despertar do divino em cada mulher, criando e

Dança do Sagrado Feminino RJ

Dança do Sagrado Feminino RJ

reconhecendo a dimensão sagrada inserida no cotidiano, buscando o equilíbrio e autoconhecimento, fortalecendo os aspectos femininos em nosso Ser, através do conhecimento corpóreo, emocional e espiritual, harmonizando nosso Ser em comunhão com a Terra.

A Dança e o Dançar



Me encontro num momento em que pondero os prós e os contras de trabalhar com Dança, e o desgaste da luta cotidiana, para valorizar e viver dessa arte, que convidam ao abandono do campo de batalhas, um renunciar ao amor.
Hoje, ao olhar a dança, digo que é com muita tristeza que observo uma certa deturpação de seus reais e primordiais valores. Para dar sustentação ao meu argumentar, puxo pela gênese de tal, onde os movimentos corporais e emocionais se uniam numa expressão ontogenética, ou um neologismo corporal inventado, em prol de uma comemoração, devoção, adoração, ritualisticamente falando. Onde o que menos importava era a estética ou o luxo das vestes, mas sim se tudo aquilo compunha um quadro de entrega para tal acontecimento e vivência, fossem estes ligados ao amor ou às guerras primitivas como rituais preparatórios.
A dança enquanto arte levou muitos anos para sair da estagnação e ser vista como manifestação artística de valor. Quando digo dança, não estou me referindo somente ao balé clássico ou contemporâneo, mas à dança como um todo, em todas as suas manifestações multiculturais. E, assim como culturas diferentes da nossa, sofre com preconceitos e adulterações de suas reais características, englobando novas invenções que podem denegrí-las ainda mais.
Existem, para mim, pontos que são de extrema relevância nesse assunto: o se permitir a dança e o entender a dança. O se permitir a dança é o momento em que dançamos e, para alguns, o estudo da mesma; por prazer ou como profissão. Embora o ponto mais complexo e fundamental não é o dançar, mas sim o entender a Dança. Pois ela não é só uma junção coordenada de movimentos ou esquemas complexos, é a entrega do corpo e da psique a outro estado do ser, uma rendição, mas ainda sim, consciente de si, resgatando e recordando quem somos. E quem a entende se torna a pura expressão manifesta e, cria, cria e recria, sem precisar copiar ou imitar padrões e idéias alheias, pois tudo flui e se encaixa. Maieuticamente, descobrindo verdades que já possuíamos, embora as desconhecêssemos.

Quem entende o dançar, fica emocionado e se identifica com o pequeno Billy Elliot, quando diz: “No começo é difícil, mas depois que começo, eu esqueço tudo. E desapareço. Parece que desapareço. Eu sinto uma mudança no meu corpo todo, como se tivesse um fogo. E eu fico ali. Voando. Como um pássaro. Como a eletricidade. É. Eletricidade.” (Stephen Daldry, filme Billy Elliot, 2000).

A dança tem em si o dom de transformar, reconectar, de curar e confortar desde quem a pratica como quem a assiste. Mas, em sua dualidade, pode ter efeitos contrários. Assim como a diferença entre o remédio e o veneno só esta na dosagem, a dança se consumida erroneamente nos faz mal… Quando um aluno ou nós “entregamos” nosso corpo na mão e na ideologia de um professor, estamos correndo o risco de sairmos dali, mudados, com dores de coluna e levando ideias infundadas.

Até que ponto? - Percebo aí situações que me agridem, enquanto amante, praticante e estudiosa de danças e também, como mulher, que luta por respeito; ambas sendo usadas de qualquer jeito, para qualquer finalidade e normalmente sem valor. Você já colocou a palavra dançarina no Google e fez uma pesquisa?… é de assustar!!! A dança tem se tornado algo extremamente comercial em todos os aspectos, seja para trabalhar o físico, a sedução ou conexão espiritual, pois quando alguém vê que algo está sobressaindo e que tem mercado, mesmo aquele que nada sabe ou sabe mas não tem profundidade, aproveita para também vender seu peixe. Outra questão aqui é: até que ponto consumimos qualquer bobagem ou conteúdo, sem questionar e comparar???
Deixo claro que isto não é uma crítica, afinal de contas sou a primeira a levantar a bandeira para dizer: “Ei, a dança é sua, use-a para si e como quiser…”. Mas sim como um alerta, para que haja uma abertura de pensamentos, um resgate de sua essência, um romper com padrões. Pois a dança é em si muito mais do que isso. Para a dança, não importa se você é alto ou baixo, feio ou bonito, “turbinada” ou não, novo ou velho, não importa gênero ou opção sexual, não importa religião, só importa que você esteja preparado para ela, para vivenciá-la, sentí-la, e acima de tudo permitir que ela possa lhe trazer mudanças e novos horizontes. Para que, assim, você a entenda e aprenda a usá-la a seu favor.
A dança nunca deve ser o Leito de Procusto (*), onde tentamos nos encaixar em regras e ideais corporais, que nos mutilam ou nos levam à frustração tentando alcançá-los, até ocorrer o nosso desmembramento enquanto pessoa. Já vi mulheres que se realizavam dançando abandonando a dança porque, depois de muita dedicação e prática, não obtiveram um feedback positivo, sentindo-se julgadas e tolhidas alheiamente. O trabalho de resgatar a essência do dançar está no resgatar o amor próprio e a autoconfiança, além do respeito e aceitação do outro. Quando resgatarmos isso, resgataremos essas “dançarinas” desiludidas, resgataremos também o respeito no olhar do outro e celebraremos a diversidade.

Sua dança é sua, não do outro. Sua dança é a manifestação do seu ser; sendo assim, é única, como cada um de nós. Encontre a sua e saiba usá-la com sabedoria, para você e para o outro que vem até você. Se cada uma de nós começar essa pequena transformação em seu interior, iniciaremos uma grande mudança, para benefício de todos nós, bailarinos ou não, para a dança ou para uma melhor convivência social, pois, quando as pessoas expressam livremente sua essência e se sentem confortáveis para tal, elas estão mais felizes consigo, e por conseguinte com o outro.

(*) Para quem não conhece, na mitologia grega há um mito que se chama “O leito de Procusto” e conta a história de um bandido, Procusto, que vivia em uma floresta e possuía uma grande cama. Todos que passavam pela floresta eram presos por ele e colocados em sua cama. Sendo que, os que eram muito grandes, ele lhes cortava os pés, e se eram muito pequenos, Procusto os esticava, para que se encaixassem na cama dentro de seu padrão.

Curso Intensivo de Dança do Sagrado Feminino no RJ

8 de abril de 2009

Quero…

23 de março de 2008

Quero que o meu sangue fale
quero que os meus ossos inrrompam
brancos e limpos
com uma nova linguagem
poesia que emana
do suor das minhas palmas,
linguagem que me atinge,
que me lambe e que me abre,
que me banha de fé no desconhecido,
que me choca e me desperta
que sussurra ao meu ouvido
que respira o sopro do vir a ser
que me abençoa entre as mulheres
que abre os corações dos homens
que me traz amor
repetidas vezes
pois a respiração é minha prece
e a palavra se fez carne
e assim será…

O sonho para um despertar…o retorno da Deusa

Ela pergunta:" O que afinal é isso?"
Alguem responde: " Estamos celebrando porque você, uma mulher, consentiu em assumir a plena responsabilidade espiritual por sua vida. Esta é a sua iniciação; a iniciação de alguem que estará a serviço do planeta."
Enquanto ela pensa, ele continua:" E você não é a única. Muitas e muitas mulheres estão chegando para mostrar o caminho."
_ " Mas quem serão nossos mestres?" Protesta ela.
_ " Vocês atuarão como mestras umas das outras. Irão se reunir em grupos, dizendo umas as outras a sua verdade. É chegado o tempo em que as mulheres irão assumir a responsabilidade espiritual do planeta."

Dança do Sagrado Feminino prof. Shakty Shala

17 de setembro de 2007

  Shakti Shala

Parte 1- formas sagradas

               No contato diário com a dança oriental, descobrimos padrões comuns entre movimentos. Existem 5 padrões que nos são comuns, símbolos que nos são familiares de antigas culturas e da natureza que nos cerca. Símbolos que podemos denominar de formas sagradas. Os círculos, o crescente lunar, os oitos, as ondulações e os tremidos. 

O círculo

Ele é perfeito em sua totalidade. É um dos símbolos mais antigos,  e representou o mistério de ser atraves de muitas eras . Os círculos são vistos em toda parte: nas luas cheias, na barriga de uma mulher grávida, nas frutas, nas células de nosso corpo, no formato dos nossos olhos e dos planetas.

O crescente

Ele é o braço simbólico dos pais que nos embalam. Tem a poderosa qualidade de um círculo aberto que pode segurar e prender qualquer coisa. Historicamente,  era  símbolo dos órgaos internos femininos, (útero e ovários ), e  chifres sagrados dos Deuses.  O crescente está no nosso rosto em nosso sorriso, está na lua crescente,nos arco-iris,  na crista da onda e em tudo a nossa volta.

O símbolo do oito

No corpo da mulher, os musculos  que guardam a passagem da vida ,  são em formato de 8 , o sistema de circulação do nosso sangue também segue em oito. A interação entre a água, o ar e a terra criam invisíveis formas de oito.  Não surpreendendo que a figura do oito deitado representa na matematica o símbolo de infinito, leminiscata: "o produto das distâncias de seus pontos a outros dois pontos é fixo e constante."

Os tremidos - Shimmy

A vibração ou o tremido são formas invisiveis que nos cercam. É o tremor de excitação que se  reflete na respiração, o agitar dos membros pelo medo. Como o nosso coração que acelera, nosso planeta muda e a luz brilha e pulsa. O bater da chuva no chão e o cintilar das estrelas, os relâmpagos e tempestades elétricas.

A ondulação

As linhas onduladas ou as ondulações, estão em muitas forças despercebidas em nosso universo.  É a forma do espaço, o trajeto do calor, das ondas de rádio, do som. Os movimentos de uma serpente, o fluir de um rio, a barriga de uma mulher nas contrações. A ondulação nos conecta com o mais intimo, nos leva ao centro do corpo,   na espinha, nos deleitando com a liberdade que temos desde que ficamos eretos. Podemos observar também as ondulações na estrutura do DNA e na aurora boreal.

                                                                       Shakty Shala

www.DancadoSagradoFeminino.com

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